Arquivo para junho \30\UTC 2011

PSDB homenageia FHC em cerimônia que celebra uma trajetória vitoriosa e a favor do Brasil

Com a presença maciça de deputados e senadores tucanos, o PSDB promoveu nesta quinta-feira (30) uma cerimônia em homenagem a Fernando Henrique Cardoso, presidente de honra do partido, em comemoração pela passagem de seus 80 anos. Além das conquistas lideradas pelo tucano no passado, como a estabilidade econômica, foi destacado o papel de FHC como personagem importante da cena atual, com suas reflexões a respeito de diversos assuntos de interesse de toda a sociedade.

Além dos amigos tucanos e de líderes políticos de outras legendas, autoridades dos três Poderes participaram do evento e saudaram o ex-presidente da República por sua rica trajetória pessoal, acadêmica e política.  Admiradores e militantes de todo o país também estiveram na homenagem, que lotou o auditório Petrônio Portela, no Senado. Além dos discursos de  políticos não só do PSDB, a cerimônia também foi marcada pela exibição de jingles, textos, fotos e vídeos alusivos à vida de FHC, sob o comando da atriz Fernanda Montenegro.

Fonte: PSDB Nacional 

Anúncios

Governo de Minas discute política de abrigamento para mulheres vítimas de violência

Pensando em promover melhorias na política de abrigamento às vítimas de violência doméstica, a Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres (Cepam), da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), reuniu representantes das Casas Abrigos de seis municípios, nessa terça-feira (28). O objetivo do encontro foi ampliar o apoio e a parceria do Estado às instituições municipais.

“A lei (Maria da Penha) provocou uma demanda maior pelo abrigamento e essa é uma oportunidade de buscarmos alternativas para que possamos aprimorar a prestação do serviço e atender as vitimas de violência da melhor maneira possível”, ressaltou a coordenadora Especial de Políticas Públicas para Mulheres, Eliana Piola.

Minas Gerais conta com casas abrigos nos municípios de Governador Valadares, Juiz de Fora, Poços de Caldas, Contagem, Uberaba e Belo Horizonte. Além dos representantes dessas cidades estiveram presentes profissionais de Sabará, delegadas de Ibirité e da capital mineira, psicólogas, assistentes sociais e pessoas que compõem a rede de proteção à mulher.

Piola lembrou ainda que o abrigamento é uma medida tomada em caso extremo. “Muitas vezes as mulheres não querem deixar a casa e sair do convívio familiar, mas o abrigo é a solução imediata em caso de ameaça de morte. Por isso, temos a preocupação em reconstruir a vida das mulheres durante a permanência na casa. Pode ser que a mulher precise, por exemplo, de qualificação profissional para o ingresso no mercado de trabalho”, destacou a coordenadora.

As casas abrigos têm, em média, capacidade para dez famílias (dependendo do caso as mães podem levar os filhos).

Criada em 2007, a Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para Mulheres desenvolve várias ações que visam garantir e preservar os direitos das mulheres.

Fonte: SEDESE – MG

Homenagem pelo aniversário de 80 Anos do Homem que Mudou o Brasil!

O Partido da Social Democracia Brasileira – PSDB convida para a homenagem ao Ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso pelo seu Aniversário de 80 anos:

·       Data: dia 30 de Junho de 2011

·       Local: Brasília, DF (Auditório Petrônio Portela, Senado Federal)

·       Horário: das 9h às 13h

Informações adicionais pelo e-mail homenagemfh@psdb.org.br.

PSDB de Minas Gerais mobiliza lideranças políticas regionais para fortalecer partido

O PSDB Vivo será realizado dia 27 de agosto em 45 cidades / Foto:Alessandro Carvalho

A valorização das lideranças políticas e a interiorização das ações do partido foram as principais palavras de ordem dos integrantes dos diretórios municipais, vereadores e prefeitos tucanos reunidos nesta terça-feira (28/06), na sede do PSDB de Minas, em Belo Horizonte. As lideranças participaram da primeira reunião preparatória do PSDB Vivo, encontro que acontecerá simultaneamente em 45 cidades mineiras no dia 27 de agosto para discutir, regionalmente, os problemas e as ações do partido em todo o estado.

O coordenador do PSDB Vivo e organizador do encontro preparatório, o secretário-geral do PSDB/MG, deputado estadual Carlos Mosconi, destacou a importância da mobilização das lideranças regionais para o fortalecimento do partido que marcou a história política de Minas, o segundo maior colégio eleitoral do país. Em todo o estado, o PSDB tem 160 prefeitos, 141 vice-prefeitos e 1.056 vereadores.

“Existe hoje uma desproporção entre o que significa o PSDB no estado e o seu tamanho. O partido precisa crescer e só conseguiremos esse crescimento com a valorização das lideranças municipais. Cada município precisa ter um PSDB organizado e com possibilidade de lançar candidatos”, afirmou Carlos Mosconi.

PSDB Vivo

O deputado ressaltou que o encontro PSDB Vivo será o primeiro passo rumo à interiorização e revitalização do partido, diretrizes da atual Executiva Estadual, que assumiu em março deste ano, tendo à frente o deputado federal Marcus Pestana como presidente. “O PSDBprecisa ousar mais e estar presente e fortalecido em toda Minas Gerais”, disse Mosconi.

As 45 cidades que sediarão o PSDB Vivo foram definidas de acordo com a divisão regional da Associação Mineira de Municípios (AMM). Cada sede de uma associação microrregional será o local onde acontecerá a reunião dos tucanos no dia 27 de agosto.

“Este será o primeiro de uma série de encontros organizada pela atual Executiva Estadual, que tem o firme propósito de interiorizar nossas ações.  Os tucanos mineiros não trabalham em silêncio. Vamos, então, discutir os rumos do PSDB em Minas Gerais”, conclamou o presidente do PSDB/MG, deputado federal Marcus Pestana, em carta dirigida aos participantes. Em razão de compromissos em Brasília, o deputado não participou da reunião preparatória.

Além de Carlos Mosconi, estiveram presentes à reunião os deputados estaduais Bonifácio Mourão, Dalmo Ribeiro e Zé Maia.

Entusiasmo das lideranças

Entusiasmado com as novas diretrizes das executivas nacional e estadual, o vereador e presidente do PSDB de Teófilo Otoni (Vale do Mucuri), Ilter Volmer Martins, considera fundamental a revitalização do partido, atraindo a juventude para reforçar as bases. O vereador lembrou que iniciou sua vida política ainda como estudante de Medicina e admirador de Mario Covas e dos ideais da social democracia.

“Acredito na nova direção e no novo projeto partidário. Sentia o PSDB autofágico. Precisamos nos abrir, passar para todos, especialmente aos jovens, uma ideia definida de identificação partidária, da nossa linha de ação. Acredito muito em uma nova visão pragmática e de uma nova liderança nacional com o senador Aécio Neves”, afirmou.

A iniciativa do encontro PSDB Vivo foi elogiada pelo prefeito de Papagaios (Centro-Oeste), Mário Reis Filgueiras, que, muito entusiasmado, afirmou que discutirá no encontro regional questões de interesse do seu município e também do país.

“Precisamos assumir com orgulho o que o PSDB fez pelo país, como as privatizações. Além disto, pecamos por não valorizar nossas lideranças políticas, como prefeitos, vereadores e também os líderes partidários”, afirmou.

O presidente do diretório municipal de Carmo do Rio Claro (Sul de Minas), o ex-prefeito Ângelo Leite, disse que sua contribuição para a discussão será convocar a juventude e pedir a popularização da mensagem do PSDB. “É preciso valorizar as bases partidárias e trazer os jovens para o centro das discussões políticas”, acredita.

Cidades onde serão realizados encontros do PSDB Vivo 

Araçuaí

João Monlevade

Araxá

João Pinheiro/Unaí

Barbacena

Juiz de Fora

Belo Horizonte

Lavras

Betim

Mantena

Bom Despacho

Montes Claros

Caratinga/Manhuaçu

Muriaé

Carmópolis de Minas

Muzambinho

Caxambú

Passos

Conceição do Mato Dentro/Ferros

Patos de Minas

Conselheiro Lafaiete

Pirapora

Contagem

Poços de Caldas

Corinto

Ponte Nova

Coronel Fabriciano/Timóteo

Pouso Alegre

Diamantina

Santa Luzia

Divinópolis

São João Del Rei

Frutal

Sete Lagoas

Governador Valadares

Teófilo Otoni

Guanhães

Uberaba

Ipatinga

Uberlândia

Itajubá

Varginha

Janaúba

Viçosa

Fonte: PSDB / MG

Em 70% dos casos, mulheres não denunciam a 1ª agressão

Violência doméstica

Vítimas vivem o problema em silêncio e recorrem à polícia apenas em situações extremas.

O medo e a ilusão de mudança fazem com que 80% delas desistam da queixa.

Ainda assustada, Fernanda*, 36, mostra na Delegacia de Mulheres as marcas das mordidas e socos que levou há três dias. O marido, com quem ela está há 16 anos, chegou em casa de madrugada e, transtornado, começou a agredi-la. Constrangida, ela conta que essa não foi a primeira vez, mas que só agora teve coragem de procurar a polícia. E ela não está sozinha; segundo dados da Justiça, em 70% das denúncias feitas em Belo Horizonte, as vítimas afirmam que aquela não era a primeira vez que apanhavam ou eram ameaçadas.

No caso de Fernanda, os abusos duraram um ano. E esse não é o único dado preocupante. Além de demorarem a buscar ajuda, as mulheres também desistem de levar o processo adiante. O juiz Relbert Chinaidre Verly, da 13ª Vara Criminal, diz que isso acontece em 80% dos casos.

“Elas voltam em alguns dias e querem desistir porque dizem que o marido melhorou”, afirma.

De acordo com a cientista política Marlise Matos, coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher (Nepem) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), as mulheres têm medo e são iludidas por uma esperança de que um dia o relacionamento será diferente.

Ciclo vicioso. A socióloga explica ainda que o intervalo entre a primeira agressão e a iniciativa de procurar pela polícia reflete um ciclo vicioso em que a mulher é envolvida pelo agressor. “Não começa com uma agressão; ela é só o ápice. Depois vem a lua de mel. O homem jura que vai mudar e que foi um deslize. A mulher acredita porque o ama e porque tem dificuldade de assumir que ele não é quem ela imaginava”, diz.

O problema é que, em pouco tempo, as promessas são esquecidas e as agressões se repetem. “Depois de algumas vezes, a mulher se sente frustrada e está tão destruída psicologicamente que não consegue sair dessa situação”, explica.

Em média, são 30 queixas espontâneas por dia na Delegacia Especializada em Crimes contra as Mulheres e outras dez conduzidas pela Polícia Militar.

Depois de prestar a queixa, a mulher e o agressor são chamados no Centro Integrado de Atendimento à Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar. É ai que ela decide se deseja dar andamento ao processo judicial contra o companheiro.

* Os nomes das vítimas foram trocados para preservar suas identidades

FIQUE ATENTA
Empurrão e ciúme obsessivo são sinais de problema
A delegada Maria Alice Faria, da Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher de Belo Horizonte, explica que, na maioria dos casos, a violência doméstica ‘segue uma escalada’. “O início pode ser a proibição de usar uma roupa ou um empurrão. Às vezes, a mulher nem percebe que aquilo é uma agressão. Mas ela permite, e o homem vê que pode fazer ainda mais”, explica Maria Alice.

A dona de casa Cleusa*, 31, conviveu por 15 anos com a violência física e psicológica do marido. Há 20 dias, ela acionou a polícia. Com medo, a mulher se abrigou na casa da mãe com os três filhos. “Ele ligou em seguida e disse que ia me matar. Fiquei com muito medo. Desta vez, acreditei que poderia morrer”, conta. Ela e os filhos estão, há duas semanas, em um abrigo para mulheres em situação de risco, na capital.

Cleusa conta que a última agressão não foi a mais grave, mas foi um ‘abrir de olhos’. “Ele brigou com meu filho mais velho e eu intervi. Ele não gostou e me bateu com o cabo de vassoura. Foi a última vez. Senti que estava pronta para dar um basta”, diz.

Mulher de malandro. A delegada afirma ainda que o alto percentual de mulheres que não denunciam os parceiros está longe de confirmar uma visão estereotipada de que ‘mulher de malandro’ gosta de apanhar.

“Mulher não gosta de ser maltratada. O problema é que está tão fragilizada que não vê saída”.(TT)

Eles são lobos em pele de cordeiro
Depois da mulher, agressores passam, com o tempo, a machucar os filhos.

Segurança. A comerciante de 27 anos prestou queixa contra o ex-namorado, que a tem ameaçado com frequência após o fim do relacionamento

Tâmara Teixeira

Nem parece a mesma pessoa. O homem que é adorado por amigos, vizinhos e familiares e conhecido por sua gentileza, simpatia e prontidão para ajudar quem quer que seja é o mesmo monstro que, em casa, ofende, agride e ameaça. Esse é, segundo especialistas e vítimas, o perfil dos agressores de mulheres. “Da porta para a rua, ele é o amigo que todo mundo gosta. Mas, dentro de casa, ele é meu inimigo. As pessoas nem acreditam que o que eu falo seja verdade”, desabafa a faxineira Sônia*, 35, vítima há dois anos do marido.

Segundo a socióloga e pesquisadora do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (USP) Wânia Pasinato, esse tipo de homem gosta de se esconder atrás do papel de bom moço. Ela explica ainda que essa é uma das poucas características comuns aos agressores.

“De resto, não há um perfil. Ele está acima de qualquer suspeita. É um profissional exemplar, bom vizinho e, para a família, um ótimo marido. O que eles compartilham é a certeza de que é mais forte que a mulher e de que pode praticar todo e qualquer tipo de abuso contra ela”, aponta.

Crueldade. Além de machucar as mulheres, muitos homens partem para a violência contra os filhos. Foi o caso de Sônia, que, na última terça-feira, decidiu procurar a polícia. Ela buscou ajuda dois dias depois que o marido, com quem vive há seis anos, tentou colocar fogo nela e nos dois filhos, de 7 meses e 4 anos. Por sorte, a garrafa de álcool estava vazia.

A auxiliar de serviços gerais Maria*, 31, diz ter vergonha de os vizinhos descobrirem a violência do marido. “A família dele sabe, mas os outros nem sonham. Se ele chegar aqui para conversar, você vai adorar”, conta.

A comerciante Clarice*, 27, prestou queixa pela segunda vez em uma semana. Nos últimos 30 dias, após o fim do namoro de três meses, o ex a procurou três vezes no trabalho, sempre armado. “Para os outros, ele é um santo. Mas comigo é completamente louco. Não vou correr o risco”, garante.

De acordo com a delegada Maria Alice Faria, o consumo de álcool ou drogas potencializa o risco de uma agressão. “Mas a mulher não pode usar isso para desculpar a agressão do companheiro. Isso é um erro grave”, avalia a policial.

“Só em casa ele é agressivo. Mas só acontece porque ele bebe muito. No último fim de semana, eu tirei 18 garrafas de pinga vazias de casa. Isso ele bebeu em pouco tempo. Quando ele não bebe, é um homem bom”, acredita Sônia*.

*Os nomes das vítimas foram trocados para preservar suas identidades.

Onde buscar ajuda
Assistência. Na capital, a Casa Bem-Vinda atende de segunda a sexta, das 8h às 18h (avenida do Contorno, 2.231, Floresta/3277-4379). A delegacia funciona todos os dias (rua Aimorés, 3.005, Barro Preto/3330-1758)Abrigos. Em Minas, Poços de Caldas, na região Sul, Uberlândia e Uberaba, no Triângulo, Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, e Juiz de Fora, na Zona da Mata, oferecem abrigos

às mulheres em risco.

RISCO
Acuadas, elas precisam se esconder

Uma das principais razões para as mulheres continuarem convivendo com maridos violentos, em especial aquelas mais pobres, é a falta de opção. Elas sentem que não têm para onde ir nem a quem recorrer. Mas, em Minas, há a opção de buscar um dos seis abrigos do Estado.

“Essa é a última opção porque implica muitas renúncias. A mulher perde a convivência social, comunitária e familiar”, diz a gerente da Casa Bem-Vinda de Belo Horizonte, Daniele Caldas. O local é responsável pela triagem das vítimas que serão levadas aos abrigos. Ela explica que, antes de decidir prestar uma queixa na delegacia, muitas mulheres costumam procurar apoio psicológico na casa, que ainda oferece assistência jurídica e social.

“Nossa missão não é responder se ela deve ou não denunciar, essa decisão é só dela. Nosso objetivo é fortalecê-la para que ela tenha autoestima suficiente para sair dessa situação”. (TT)

MINI ENTREVISTA COM  
Wânia Pasinato
“Denunciar é um processo muito doloroso”

Por que as mulheres demoram tanto a pedir ajuda?

É um processo muito doloroso e cheio de conflitos para elas. As mulheres têm que procurar ajuda para combater uma violência que parte do companheiro que elas escolheram para construir uma família. É um conjunto de fatores. Tem a dependência financeira e, principalmente, a psicológica, além da preocupação com os filhos. Muitas vezes, elas não têm para onde ir se saírem de casa.

O que costuma ser definitivo para que elas denunciem o parceiro?

A gota d’água quase sempre é o indício de que a violência pode chegar ao nível fatal ou quando a agressão começa a atingir os filhos ou outros membros da família.

De que tipo de apoio elas precisam?

Psicológico. Não basta ir à delegacia. Elas têm que saber dos seus direitos na Lei Maria da Penha. Elas precisam de profissionais que respeitem as suas dificuldades e apoiem as decisões delas, ainda que seja permanecer com o homem.

No geral, elas querem permanecer com o agressor?

Sim, mas sem as agressões e de uma forma harmônica. Ela gosta dele, tem filhos com ele e quer sua família unida.

Elas demoram a identificar que estão sendo agredidas?

Sim. Elas só percebem quando a violência atinge um nível sério. Chama a atenção a violência psicológica. O controle que os homens exercem sobre as esposas de, por exemplo, dizerem que ela é gorda, feia, que não vai conseguir outro homem se não for ele. Isso acontece diariamente e destrói a autoestima delas. (TT)

MINI ENTREVISTA COM  
Sônia
“Ele disse que a próxima a ir para o cemitério sou eu”
Por que a senhora decidiu prestar queixa hoje?

Meu marido tentou me matar no fim de semana. Ele me bateu e tentou jogar álcool em mim e nos meus filhos. Por sorte, não tinha mais nada na garrafa. Mas ele teria me matado queimada.

O que a senhora fez?

Nada. Fiquei quieta porque ele foi para a cozinha e estava mexendo com fogo. Fiquei com medo de ele jogar o óleo quente em mim. Não reagi e dormi quieta. No dia seguinte, juntei minhas roupas e dos meus filhos e fui para a casa da minha mãe.

Essa foi a primeira vez que ele te agrediu?

Não. Tem mais ou menos dois anos que ele começou a ficar violento, com palavras e agressões. Achei que ele podia mudar, que ia passar.

Por que decidiu recorrer à polícia?

Vi que ele pode mesmo me matar e ele começou a ameaçar os meus filhos. Desta vez, ele passou dos limites. E ele disse que a próxima pessoa a ir para o cemitério sou eu.

Por que ele agride a senhora?

Acontece quando ele bebe. O problema é que ele começou a beber todos os dias. Ele sai do trabalho às 17h e chega em casa tonto.

A senhora sabia que ele era violento?

A família dele disse que ele batia muito na ex-mulher dele, mas eu não via como algo assim poderia acontecer comigo e, por isso, não acreditei.

O que a senhora espera conseguir com essa queixa?

Amanhã eu começo a trabalhar e é no período da noite. Quero proteção. Finalmente consegui um emprego. Eu dependia dele financeiramente. (TT)

Fonte: TÂMARA TEIXEIRA /  Jornal OTEMPO em 27/06/201  

UM DEFEITO NA MULHER

Quando Deus fez a mulher já estava em seu sexto dia de trabalho fazendo horas extras.

Um anjo apareceu e Lhe disse: “Por quê leva tanto tempo nisto?”

E o Senhor respondeu: “Já viu a minha ficha de especificações para ela?”

Continue lendo ‘UM DEFEITO NA MULHER’

Minas Gerais terá mais Conselhos Municipais dos Direitos da Mulher

Assembleia para criação do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Ninheira, no Norte de Minas / Foto:Divulgação Ninheira

O Conselho Estadual da Mulher (CEM), órgão da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), está expandindo a criação de Conselhos Municipais dos Direitos da Mulher (CMDM) em Minas. Hoje, já são mais de 100 CMDM em todo o Estado e a meta, segundo a subsecretária de Projetos Especiais de Promoção Social da Sedese e presidente do CEM, Carmen Rocha, é cobrir toda Minas Gerais num curto espaço de tempo.

Distante 804 quilômetros de Belo Horizonte, o Município de Ninheira, no Norte do Estado, ganhou na última semana o seu CMDM. “Foi uma grande conquista. Aqui na região temos vários casos de agressão à mulher, inclusive a verbal, que fere muito mais”, afirma Kátia Cilene Gomes Xavier, secretária da Escola Estadual de Ninheira e uma das participantes da reunião para a criação do CMDM.

“Antes de instalar o conselho aqui, sempre aconselhei as mulheres que eram vítimas de violência a dar queixa de seus maridos ou ex-companheiros. Alertava que elas não podiam continuar sendo agredidas”, afirma a aposentada Hilda Marques Rocha Santos, de 61 anos, lembrando que a criação do CMDM é “muito boa e importante para o município”.

Segundo Hilda Marques, com a instalação do conselho, as mulheres poderão agora ter acesso mais fácil à Lei Maria da Penha, que coíbe a violência contra as mulheres. “Às vezes, elas queriam denunciar as agressões e não sabiam como e onde fazer isso”, lembra.

Carmen Rocha salienta que a presença dos conselhos nos municípios é muito importante, para garantir o controle do acesso às políticas públicas do Governo. Além da legislação, os CMDM permitem o exercício da cidadania às mulheres, instrumentos legítimos de formulação, fiscalização e monitoramento dessas ações.

Os conselhos municipais também têm facilitado a qualificação e requalificação de mulheres no interior do Estado, bem como incentivado as ações de cooperativismo. “É preciso ampliar a instalação de conselhos. Não basta ter apenas nos grandes municípios”, frisou Carmen Rocha, lembrando do entusiasmo e da sensibilidade das mulheres e das autoridades de Ninheira, município com apenas 10.414 habitantes e área de 1.109,11 quilômetros quadrados.

Ninheira recebeu este nome, segundo o site da prefeitura local, devido a uma árvore que ficava no centro da cidade, que possuía uma grande quantidade de ninhos de pássaros. Hoje, o município tem como principais atividades econômicas a exploração da mandioca, café, milho e feijão, além da criação de suínos e aves.

Fonte:  Conselho Estadual da Mulher /CEM


Blog do PSDB Mulher

Galeria de Fotos

Filiadas devem se recadastrar pela internet

RSS Núcleo Multimídia – Reportagens e vídeos interessantes sobre ações do Governo Aécio Neves

  • Ocorreu um erro. É provável que o feed esteja indisponível. Tente mais tarde.

RSS Aécio no Facebook – Participe da comunidade de um dos administradores públicos mais bem preparados do Brasil.

  • Ocorreu um erro. É provável que o feed esteja indisponível. Tente mais tarde.

Fotos da Agência Minas

@psdbMG

@governoMG